quinta-feira, 6 de março de 2008

Como os bebês


Meu pai sempre disse que as coisas podem ser vistas de diferentes formas a partir do “jeito de falar”. Ou seja, você pode convencer alguém se for delicado e paciente, assim como é capaz armar uma briga por um motivo banal, por meio de arrogância e impaciência. E se pararmos para pensar, não é mesmo verdade?

Ontem a noite minha irmã, que esta grávida, me falou a cerca de um livro que esta lendo, chamado Nana Nenê, algo assim. Segundo ela, o autor afirma que os bebês assimilam as coisas com muita facilidade. Eles não entendem o que você fala, mas como você fala. Portanto, se disser coisas ruins ou tristes, de maneira delicada e gentil, sorrindo para ele, o bebê vai gostar e sorrir. Da mesma forma se disser que o ama gritando e/ou o apertando, ele, provavelmente não vai gostar e vai chorar.

Claro que com os adultos as coisas se tornam um pouco mais complexas, mas vai dizer que se falar com “jeitinho” a gente não consegue? Dar uma notícia triste sempre é ruim, mas se você for frio, e ainda pior. Elogiar é sempre bom, mas se fizer isso com ar de prepotência ou obrigação, torna-se algo frustrante a quem ouve.

Sempre evito começar uma frase ou pensamento da seguinte forma: “Se eu tivesse feito...”; “Se fosse assim...”, pois o que tinha de ser, foi. Mas será que se tivéssemos falado, conversado, agido de outra maneira em determinada situação, isso não seria capaz de mudá-la? Provavelmente sim. A gente não pode voltar atrás, mas podemos fazer diferente daqui pra frente.
Tudo de bom!

Kamila Rodrigues

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