quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Dúvidas pertinentes

Por que você é flamengo
E meu pai botafogo?
O que significa"impávido colosso"?


Por que os ossos doem
Enquanto a gente dorme?
Por que os dentes caem?
Por onde os filhos saem?


Por que os dedos murcham
Quando estou no banho?
Por que as ruas enchem
Quando está chovendo?


Quanto é mil trilhões
Vezes infinito?
Quem é Jesus Cristo?
Onde estão meus primos?


Well, well, well...Gabriel...


Por que o fogo queima?
Por que a lua é branca?
Por que a terra roda?
Por que deitar agora?


Por que as cobras matam?
Por que o vidro embaça?
Por que você se pinta?
Por que o tempo passa?


Por que que a gente espirra?
Por que as unhas crescem?
Por que o sangue corre?
Por que que a gente morre?



Do que é feita a nuvem?
Do que é feita a neve?
Como é que se escreve
Re...vèi...llon



Oito Anos - Adriana Calcanhotto
Composição: Dunga / Paula Toller

be quiet...only this!


Silêncio. Por incrível que pareça o assunto se tornou polêmico, pelo menos dentro de mim.

Estive pensando em como algumas pessoas têm percepção mais apurada que as outras. Por que isso? Como? Seria dádiva ou maturidade?

Bom, em mim, de nascença é que não é. Então tive que descobrir como é que faz.

Pra variar, óbvio demais. As pessoas mais sábias, mais sensíveis, geralmente, são caladas, falam o essencial, ou, quando são requisitadas. Pense nos seus “mestres”. Não que isso seja uma regra, ou pré-requisito, mas uma característica (já é alguma coisa).

Está aí o poder de persuasão do silêncio, e sabe se lá mais que poderes ele tem. Aquilo que, na maioria das vezes, nos convence é o menos complexo, menos enfeitado, menos explicado, mas compreendido. E quem poderia descrever a profundidade de um olhar, de um gesto, ou, até mesmo, da omissão.

Muitas das vezes, nós sequer sabemos explicar porque mudamos, ou aceitamos, ou entendemos. Pois, na verdade, essa conversão está além, num lugar tão seguro, que parece sempre ter estado ali, sem maiores complicações ou dúvidas.


Então, faça o favor: Caaaaaala a sua boca! (essa foi pra você, Helô)




E de pensar que o maior exemplo disso e de muitas outras coisas, algumas, que ainda vou descobrir, sempre esteve ao meu lado. Ele ainda tem muito a me ensinar.

Kamila Rodrigues

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Por Onde Andei



Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo
As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança
Por onde andei?
Enquanto você me procurava
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...
Amor eu sinto a sua falta
E a falta
é a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama
Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...
Composição: Nando Reis
... ser tudo aquilo que lhe faltaaava

Amiga do tempo...


Falando em tempo... êta bixinho dominador sô!

Num dá tempo da gente ir ao salão.
Num dá tempo da gente comprar o presente na última hora.
Num dá tempo dá gente comer sobremesa.
Num dá tempo de ver o namorado na segunda.
Num dá tempo de estudar para a prova.
Num dá tempo, num dá tempo!!

Parece que ele foge da gente! Mas quando a gente quer que ele passe rapidinho ele encrenca! Parece criança! Sabe, daquelas que você manda fazer uma coisa e faz totalmente o contrário? Então (risos).

E eu me pergunto: Porque?
Serei eu a dona dele?
Não! Ele não me obedece!
Hum...qual será o enigma?

Algumas vezes, confesso, consigo me aproveitar dele, mas acho que quando ele descobre, se vinga de mim. E quando eu penso que o conheço, ou, que estou no controle das coisas, ele muda repentinamente destruindo meus planos.

É bem verdade que ele me traz surpresas boas, e aprendizado, e lembranças, e situações, e pessoas, e amigos, e oportunidades, e conquistas... É, ele venceu! Em suma, ele me faz bem.
Mas.....ainda assim, serei cúmplice, coadjuvante, responsável, vitima, companheira... ????

Por via das dúvidas fico com esse último, no mínimo fica tudo bem.


por KamilaRodrigues

terça-feira, 9 de setembro de 2008

“...Não bota esse cartaz”





A Maria Rita me disse que “ele não é de nada, oiá”!
Alguns muitos ainda brigam pela repulsa, a raiva, o rancor e alguns outros ódios e desencantos.
Quem defenda, absolutamente, não há.
Copélia “prefere nem comentar!” (risos)
Há até quem especule uma remota possibilidade de arrependimento futuro, bem futuro...
E eu?
Ah...”Xô queta!”, como diria meu digníssimo cunhado.
Mas que cobrança heim? (mais especificamente, auto-cobrança). Se tivesse que definir algo, diria que... que... ah, sei lá! Na hora certa eu vou saber... e que não seja tudo aquilo que arda em mim, no bom e no mal sentidos.

A vida nos reserva tantas surpresas que estou tentando não criar redomas, limites, para não deixar as coisas boas passarem. Porque a regra é clara: ou você se priva de tudo, bem e mal; ou você encara tudo, bem e mal. Como essa vida é passageira, e nada eu vou levar... Deixe que pensem...que digam...que falem... Deixa isso pra lá, vem pra cá, o quê que tem? Eu num to fazendo nada, você também...

O velho Omar Carrasco precisou: “Vamos quebrar os paradigmas!”, graaande Omar. Chega de seguir o fluxo. Se funcionou pra você, beleza. Mas pra mim, não necessariamente. Sou do tipo bem analítica e racional, até certo ponto, aquele ponto, todo mundo tem um. E não desconsidero a opinião de outrem, mas quer saber? Quem vai usufruir sou eu, quem vai se ferrar (Deus me livre!) sou eu... Aprendi na marra a me virar sozinha, então isso tem que servir para alguma coisa.

Bem que aquela esteticista “filha da ppp...” me disse que na outra semana eu iria esquecer a dor e voltar para a próxima sessão. Mas num é que ela estava certa? Pra dizer a verdade, eu não voltei, não era tão importante assim (hehe), mas se fosse, sem dúvida, eu voltaria! Todo mundo volta. Se isso é bom ou ruim eu não sei... mas a segunda sempre dói menos que a primeira, e a outra, e a seguinte...


O pique ta com você Tempo! Não me pegaaaaa! (ui!)


by kakamilarodrigues.