
Silêncio. Por incrível que pareça o assunto se tornou polêmico, pelo menos dentro de mim.
Estive pensando em como algumas pessoas têm percepção mais apurada que as outras. Por que isso? Como? Seria dádiva ou maturidade?
Bom, em mim, de nascença é que não é. Então tive que descobrir como é que faz.
Pra variar, óbvio demais. As pessoas mais sábias, mais sensíveis, geralmente, são caladas, falam o essencial, ou, quando são requisitadas. Pense nos seus “mestres”. Não que isso seja uma regra, ou pré-requisito, mas uma característica (já é alguma coisa).
Está aí o poder de persuasão do silêncio, e sabe se lá mais que poderes ele tem. Aquilo que, na maioria das vezes, nos convence é o menos complexo, menos enfeitado, menos explicado, mas compreendido. E quem poderia descrever a profundidade de um olhar, de um gesto, ou, até mesmo, da omissão.
Muitas das vezes, nós sequer sabemos explicar porque mudamos, ou aceitamos, ou entendemos. Pois, na verdade, essa conversão está além, num lugar tão seguro, que parece sempre ter estado ali, sem maiores complicações ou dúvidas.
Então, faça o favor: Caaaaaala a sua boca! (essa foi pra você, Helô)
E de pensar que o maior exemplo disso e de muitas outras coisas, algumas, que ainda vou descobrir, sempre esteve ao meu lado. Ele ainda tem muito a me ensinar.
Kamila Rodrigues

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