segunda-feira, 12 de maio de 2008

Felicidade incondicional



Já falei em um dos textos anteriores sobre como as pessoas tem facilidade para reclamar e muita dificuldade para mudar. Pois bem, e reclama mesmo. Se a gente não diz, pelo menos se lamenta em pensamentos. Anteriormente reforcei a idéia de que somos capazes de mudar aquilo que não nos satisfaz, e isso é bem verdade. Mas despertei para uma simplicidade maior.

Muita gente pensa que para ser feliz tem que ter isso ou aquilo, ou alguém, ou ser reconhecido. Mas a felicidade esta mais próxima do que a gente imagina. Na sua família, por exemplo. Aí você diz: “Mas isso é óbvio demais!”. Sim, concordo. Mas você consegue enxerga-la e vivenciá-la? Você procura estar sempre com sua família, cuidar dela e, mais que isso, amá-la do jeito que ela é? Pense nisso.

Nós estamos tão ocupados que não atentamos para isso. Cultivar o amor e o relacionamento familiar são atitudes muito importantes. Não basta colocar dinheiro em casa, é necessário mais que isso. Amar incondicionalmente, esse é o segredo.

Parece que não, mas a globalização nos tornou muito exigentes com tudo, até no amor. “Se fizer isso, eu amo. Se falhar, não amo. Se passar no vestibular, eu amo. Se fizer o que eu quero, eu amo”. Muita gente vive amores condicionados, limitados. E nessas condições, as pessoas sempre se frustram. Ninguém é perfeito! Então ame se falhar, ame se não for aquilo que você pensava. Ame de graça, sem esperar nada em troca.

É isso que o mandamento bíblico quer dizer. “Ame ao próximo como a ti mesmo”. Porque a gente tem amor próprio mesmo se errar e se num tem, deveria.

E você vai perceber o quão simples a vida pode ser. E que o essencial você sempre teve.

Kamila Rodrigues.

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